Cada um olhava e via algo...era assim o interesse de quem lança tintas na tela. S/ perspectiva, desenhou, imaginou como seria o olhar de ambos para o alto. Porém, sem perspectiva e, sem qualquer leitura que lhe fosse lógica, sem perder a forma circular que tinha desejado descrever, ria-se agora da intenção não alcançada. O mundo, o alto, tinha-se tornado aos olhos de uns quantos que o apreciaram, uma simples peça que cheia de líquidos bem apaladados e fumegantes fazem as maravilhas num dia de Inverno, sentado por detrás das vidraças a olhar a chuva que cai, lá do alto.
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Tornado
Deambulando ensonada, teimando o sono em não permanecer. Não estava em queda, estava em movimento. O caminho fazia-se, caminhando a passos lentos, sem partir ou chegar. A espera, o arrumar de idéias na caixinha do tempo, misturando imagens, pensamentos, sentimentos, pessoas e lugares que íam construindo a sua história. Agora já não esperava, já não expectava: vivia.
Mantinha-se constante em querer seguir o rumo traçado além e aqui. A história- pedra sobre pedra não lhe pesava, antes a reanimava quando o ânimo desmorecia. Por entre folhas, vento, água e remoinhos, ía espreitando nas casas por onde passava. Não tinha intensão de destruir, apenas passava, porque sim. Fazia sentir a sua existência, como uma manifestação do EU SOU. Pertença de um todo colorido, repleto, contendo esse todo em si e sendo.
sábado, 23 de outubro de 2010
O eterno movimento. Não retornar ao princípio virgem de saber, o retornar ao princípio que é o fim. O ciclo da vida: humana, animal, vegetal, espiritual. Caminhar em ondas azuis para o mais...para o princípio de tudo- Deus, para mim, ou para outros, outro nome que represente o que está para além de nós.
As cores misturam-se, elevam-se e os materiais mostram que o homem recria a natureza em cada acto que se quer criativo. Criação: acto que não existe em nós. Desenvolvemos a partir de tudo quanto já é.
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