terça-feira, 3 de janeiro de 2012

True Love

A viver, não se escreve. As emoções em acalmia, a escrita urge. Chegaste como quem chega do nada. Não te esperava. Recebi-te de braços abertos, de coração solto, julgando que tudo seria leve. Ofereceste-me o riso, a leveza, o imprevisto. A felicidade parecia poder ser assim. Ser, apenas. Mas…a envolvente emoção, a entrega, despertou o meu coração e confrontou-se com a tua mente - resoluta, a não deixar margem à emoção desenfreada. Promessas: apenas a de não deixar machucar a Amizade. Amizade longa, entrecortada pelo espaço e tempo de duas vivências que seguiram rumos diferentes.


Ocorreram momentos de felicidade plena: sorriso aberto, de comunhão de almas, corpos entrelaçados numa dádiva completa, palavras, risos, naturalmente sem qualquer pedra no sapato, calcanhar de Aquiles. Os propósitos de leveza e deixar fluir eram partilhados. A história de descrença face a relações com carácter mais “assente”, estava patente. No entanto, um dos corações face à beleza, bem- estar, alegria despoletada pelos encontros- pouco frequentes no tempo, mas muito intensos, amoleceu e veio fazer reacender a esperança de duas almas se entenderem, partilharem, serem e estarem felizes.


But love is a building….e, a construção não se tece alone. A Promessa volta, a Amizade perdura e torna-se premente, deixando para trás, tal qual sopro suave e bonito, os momentos intensos vividos.


Na história individual dela ficará, até à data, como o melhor romance vivido, e também o menos duradouro. Ela não se dá bem com levezas e entrega em % s medidas: na presença intensidade na  ausência, quase …

Mas, ela sabe que true love is forever. Em momentos de sofrimento, alone, rogou a Deus que lhe trouxesse o seu amor…não aguentava mais o sofrimento, como Cristo: “Pai, afasta de mim este cálice”. Após grandes lutas, missões que tinha que cumprir para crescer, ser mais- “Mackbeth”- o pai/ ela própria, dá/recebe o que merece….para sempre. Nunca tinham estado perdidos: ele e ela são, sempre foram, para sempre…mas, foi necessário não estarem juntos: para seu próprio bem e bem de outros. Finalmente estão em casa. Ela é grata para todo o sempre.

Até entendo...

Até entendo que o medo seja grande, que a confiança não paire
Até entendo que a segurança esteja mais certa em regaço há muito conhecido
Até entendo que o risco possa riscar o coração

Mas, quando a mão é estendida, o mar está calmo,
Não há proximidade geográfica
Não há imposição
Não há limites, nem futuro determinado…

Vai, sem olhar para trás
Faz-te ao largo
Mergulha no sabor salgado, doce
Talvez, quem sabe descubras outro regaço
Que te albergue sem amarras

Podes sempre voltar
Não é um circuito fechado
Deixa-te ir em espiral
Vive e deixa viver

Ama sem pedir nada em troca
E, recebe muito mais
Do que esperas…
Pois não esperas.

Até entendo que o medo seja grande, que a confiança não paire
Até entendo que a segurança esteja mais certa em regaço há muito conhecido
Até entendo que o risco possa riscar o coração…